AS 14 BRUXAS PORTUGUESAS...
O caso dos 14 portugueses que receberam €2,6 milhões para atividades de influência em Bruxelas volta a expor uma realidade desconfortável: na política europeia, o poder formal está nos tratados, mas o poder real circula nos corredores.
Não se discute apenas quem recebeu quanto — discute‑se quem molda decisões que afetam milhões sem nunca ir a votos.
Consultores, escritórios de advocacia, think tanks e representantes de interesses operam num espaço cinzento onde a influência é legal, mas raramente transparente.
No fundo, esta polémica levanta a pergunta que ninguém gosta de enfrentar:
quem manda realmente na Europa — os cidadãos ou os TUBARÕES, que sabem navegar o sistema?