O grande embuste.....
A Proteção Civil na tempestade Kristin foi mais ou menos como um guarda‑chuva comprado no chinês: estava lá, mas não serviu para grande coisa quando começou a chover a sério. O país levou com ventos, cheias, estradas cortadas e casas inundadas, e a sensação geral foi a mesma de sempre — muita conferência de imprensa, muitos avisos “laranja para aqui, vermelho para ali”, mas quando chega a hora de agir,aonde andam?
A verdade é que a tempestade Kristin mostrou novamente o velho problema: a Proteção Civil reage sempre tarde, mal e devagar. O povo vê árvores a cair, rios a transbordar e bairros a ficar isolados, enquanto as autoridades ainda estão a “monitorizar a situação”. Monitorizar é ótimo — mas resolver é melhor.
No fim, fica a impressão de que a Proteção Civil funciona bem… desde que o mau tempo não apareça. Quando aparece, é o costume: o país afunda e o sistema afoga‑se com ele.